terça-feira, 19 de julho de 2011
The End (?)
A cidade estava em ruínas, era a maior batalha em guerra. As tropas narkovianas avançaram por terra pela Borávia até chegar nos arredores da capital inimiga. Os boravianos lutavam desesperados para proteger a capital, enquanto no céu, o esquadrão Odin e dezenas de outros abatiam aeronaves e davam apoio aéreo às tropas aliadas.
Os soldados narkovianos estavam já dentro do prédio do governo inimigo, boravianos defendiam as portas dos corredores e o tiroteio era intenso. O helicóptero que resgataria o presidente boraviano tinha sido destruído e era impossível sair dali sem ser atingido no meio da batalha por um tiro ou por um míssel. O presidente e mais dois seguranças se escondiam atrás da mesa virada contra a porta, o presidente carregava uma Beretta 92Fs.
-Eu não vou desistir! - Gritou ele.
As portas foram arrombadas e os soldados narkovianos apareceram, o presidente e seus seguranças começaram à atirar, mas os tiros dos fuzis os mataram logo. Enquanto isso, nos céus da capital quase tomada, as transmissões ecoam:
- O presidente da Borávia está morto! Repito, o presidente da Borávia está morto!
- Vencemos. - Disse Gabriel.
- O que?! Nós vencemos a guerra? - Disse Rosie.
- Capitão! - Disse Heberth. - Ouviu isto?!
- Pra onde ele está indo?! - Perguntou Rafael ao ver o avião do capitão se distanciando.
- Atenção todas as aeronaves do esquadrão Odin! Sigam diretamente para o oeste imediatamente.
- O que está acontecendo? - Perguntou Rosie.
- Vamos lá, temos nossas ordens... - Disse Gabriel, curvando o caça para o oeste.
Após duas horas, os pilotos do esquadrão observaram que estavam voando em direção à um enorme complexo no meio de uma floresta, todos ficaram surpresos com aquilo, mas se assustaram quando um enorme raio foi projetado de uma pequena torre. O raio foi em direção ao céu e retornou logo depois em direção ao esquadrão, quase atingindo os quatro aviões.
- Que merda é essa coisa?! - Gritou Heberth.
- Esquadrão Odin, esta é uma arma tática usada pela Borávia, sua missão é destruí-la.
- O que?! Só nós?! - Protestou Heberth. - What the Hell?!
- Como ele quer que nós... Nós nem sabemos o que essa coisa faz! - Disse Rosie.
- Nós ainda não sabemos onde está o capitão, o que vamos fazer?! - Disse Gabriel.
- Esperem! Eu estou vendo algo! Está... Está vindo do complexo! - Disse Rafael.
Todos olharam para o enorme complexo cheio de prédios em volta, havia no centro uma área vazia e uma torre que projetava os raios, um avião estava saindo de dentro da torre, que era oca.
- Aquele é o... ?
Uma explosão gigantesca projetou uma onda de choque e uma enorme área foi destruída, mais um pouco, e a onda de choque atingiria o esquadrão.
Aquele era o fim da guerra.
Meses depois, a Narkóvia obteve arquivos ultra-secretos do país derrotado, nele havia toda uma operação com um grupo terrorista. A operação era a de que como a Borávia estava em uma crise econômica, uma guerra faria o país voltar à prosperidade com o armamento bélico sendo fabricado em indústrias, então, o presidente em uma manobra política decidiu começar uma guerra usando como disfarce um avião civil e forçando por a culpa no país inimigo, a Narkóvia.
A operação era simples: O presidente pagaria um grupo terrorista para entrar em um avião civil e voar até o espaço aéreo narkoviano, assim, os terroristas iriam explodir o avião e botar a culpa nos caças militares que interceptariam. A Borávia usaria a desculpa de que a força aérea narkoviana teria abatido uma aeronave civil e inofensiva, juntamente com o motivo da crise com os mísseis nucleares.
A arma tática usada pela Borávia nunca foi revelada ao público e permaneceu assim, documentos e estudos sobre a super arma foram guardadas em pastas e classificadas como segredo de estado pelos militares narkovianos. O nome oficial dado ao complexo foi "Projeto Enigma".
O Capitão Henry Gannon foi dado como "Desaparecido em Combate" após a batalha sobre Janus, a capital da Borávia. Não foi provado que era seu avião que saiu do Enigma antes deste ser destruído, embora os pilotos do seu esquadrão terem dito o contrário.
Gabriel Smith, Heberth Thaylor, Rafael Samovich e Rosie Rosefield foram afastados da Força Aérea Narkoviana por motivos não explicados pelo Governo, os quatro relataram sentirem-se perseguidos no dia-a-dia por agentes do governo.
É sabido que após a guerra, Heberth Thaylor ficou noivo e comprou uma casa no interior da Narkóvia, provavelmente nas montanhas.
Rafael Samovich e Julie Avelin viveram juntos após a guerra, se sabe que continuam juntos até hoje, mas o paradeiro dos dois é desconhecido.
Rosie Rosefield foi procurar sua família nos campos de refugiados na Borávia, no começo da guerra, sua família estava em uma cidade portuária na costa do país, sabe-se que ela achou sua família, mas decidiu continuar lá.
O paradeiro de Gabriel Smith e sua condição após a guerra é desconhecido, a última pessoa a vê-lo vivo foi Alicia Miller.
Dois anos após o bombardeio nuclear na Narkóvia, o Governo começou o processo de reconstrução das cidades.
Sabe-se que a própria população da Borávia não aceitou os atos do presidente na guerra. Após a guerra, foi eleito pela população um presidente natural da Narkóvia.
O Esquadrão Odin se tornou uma lenda entre os militares da Narkóvia e da Borávia.
Os caças Gripens usados pelo esquadrão Odin nunca foram encontrados em qualquer base aérea do mundo.
O grupo terrorista que participara da guerra nunca foi identificado.
20 de Junho de 2018, Prisão Militar St. Valentine, Narkóvia. 17:00.
O oficial caminhava pelo corredor de celas escuras da prisão acompanhado de dois outros soldados. O oficial parou e os dois soldados continuaram andando, na frente de uma das celas, os soldados mostraram:
- É aqui, senhor. - Disse um dos soldados.
O outro soldado abriu a porta da cela e o oficial entrou nela, do canto escuro da cela, havia a silueta de uma pessoa.
- Ex-segundo Tenente G. J. Smith. Membro do lendário esquadrão Odin da Força Aérea Narkoviana. Veterano da Guerra Setentrional de 2017. - Disse o oficial.
Um homem saiu das sombras e ficou de frente com o outro que estava na porta da cela.
- Quem é você? - Perguntou Gabriel.
O oficial estendeu-lhe uma pasta, Gabriel pegou e abriu. Após alguns minutos, Gabriel olhou novamente para o oficial cuja face não podia se ver devido à escuridão, o oficial deu dois passos para trás e sorriu, Gabriel ficou surpreso, afinal, pensava que ele estava morto.
- Ca-capitão Gannon?!
- Arrume suas malas, filho... Precisamos achar seus amigos... A guerra ainda não acabou.
sábado, 2 de julho de 2011
Fire Sky
- Porra! Não atira! - Gritou um dos soldados.
- Não atirar?! Me mandaram pra cá pra matar esses desgraçados! - Protestou outro, carregando seu rifle M-24.
- Mata um e atrai outros cem, que estratégia épica!
Os três soldados desceram a colina, caminhando até o inimigo morto. Porém, desesperaram-se ao ver que o soldado vestia o uniforme de seu exército.
- Merda, Jimmy! Que porra você fez?! Eu disse! As ordens do capitão eram de cessar fogo até que os reforços chegassem!
Um dos soldados se agachou ao lado do soldado morto e revistou seus bolsos.
- Hey, pessoal, venham aqui. - Disse ele.
- O que é, Donut?! - Perguntou o outro, nervoso, mas ainda assim chamando seu amigo pelo seu apelido.
- Olha isso.
O soldado entregou-lhe duas pistolas, uma customizada e outra de origem narkoviana, nela havia inscrito: "Força Aérea Narkoviana" e na M1911 customizada: "Epuent Yriz. See you in hell"
- Que beleza... - Disse outro, pegando a M1911 da mão do colega e analisando-a.
Os dois soldados em pé, viraram-se de costas para discutir a origem das pistolas, já que o soldado vestia o uniforme de sua pátria. Enquanto o outro continuava à examinar o uniforme do soldado morto.
Um helicóptero passou acima das árvores, causando a agitação das folhas em volta, os três se distraíram, olhando para cima, "Donut" olhou novamente para o corpo no chão e apenas só teve tempo de ver uma faca penetrando em seu rosto de modo violento.
Gabriel pegou uma Beretta 92Fs do uniforme do soldado que acabara de matar e disparou duas vezes contra os outros dois soldados, eles caíram no chão logo depois. Se levantou com esforço, já que seu braço esquerdo sangrava, junto com o direito.
- Me dá isso aqui. - Disse Gabriel para o soldado agonizando no chão, pegando a M1911 de sua mão. - Ninguém toca nessa arma.
Gabriel disparou uma última vez contra o inimigo no chão, abandonou a Beretta e pegou de volta sua TT-33. Examinou seus ferimentos, fora atingido duas vezes, ambas de raspão, não sabia se tinha sorte por não ter sido pior, ou azar, por ser o primeiro piloto em décadas que levou tiros em solo. Correu colina acima até achar um outro Humvee, entrou e acelerou pela estrada de terra.
O helicóptero que o ajudou a escapar dos três soldados ainda estava voando, decidiu seguí-lo, pois sabia que era de origem narkoviana, uma hora depois, o Humvee parou devido à um tanque narkoviano bloqueando a estrada, o Humvee estava frente a frente com um tanque T-90, o jipe parecia pequeno perto dele. Não demorou muito até que vários soldados narkovianos surgissem, cercando o Humvee.
- Parado, aí, bastardo! - Gritou um deles, apontando o fuzil.
- Eu não sou um soldado boraviano! Eu não sou um inimigo! - Dizia Gabriel, enquanto caminhava com as mãos para o alto.
- O que?! Espera que acreditemos nisso?! - Perguntava-se outro.
- Meu nome é Gabriel J. Smith, callsign "Death Angel" ! Sou o segundo tenente do esquadrão Odin da Força Aérea Narkoviana. Meu Gripen foi abatido à uns dois dias e eu caí atrás das linhas inimigas...
- Fica quieto aí! - Gritou um soldado, parecia ser o superior no comando daquele esquadrão. - Revistem-no e algemem-no, vamos verificar se a sua história é verdadeira, senhor Smith.
- Droga... Senhor! Eu tenho uma informação importante! O Alto Comando precisa saber imediatamente o que eu sei, ou toda a nossa operação irá por água abaixo! - Insistiu Gabriel.
- É mesmo? Então me diga, o que é tão importante assim? - Encarou o homem, chegando perto, enquanto os outros soldados colocavam as algemas nas mãos de Gabriel.
- Senhor, talvez isso seja confidencial...
- Ok... Levem-no. - Ordenou o oficial.
- O que?! Senhor, não faça isso! - Gritou Gabriel enquanto dois soldados o levavam à força. - Eu digo! Eu conto ao senhor o que está havendo, mas precisa ser algo a sós, ninguém aqui deve saber!
O oficial parou, olhou para Gabriel e pensou um pouco, ordenou para os soldados que se afastassem.
- Venha comigo, e não pergunte sobre as algemas, você ficará com elas.
Após chegar em uma barraca, o oficial fechou a entrada e acendeu a lâmpada. Olhou para Gabriel e disse:
- Me diga. O que é tão importante para a nossa vitória?
- Senhor, não sei se você se lembra, mas uma semana atrás, houve um atentado terrorista em Zanua, a arma era uma substância tóxica chamada Sarin...
- Sim, eu vi isso na tv...
- Enquanto eu estava numa estrada há algumas horas, eu ouvi no rádio de um veículo boraviano que iniciariam o "Protocolo C4H10FO2P" caso as nossas tropas tomassem o território deles.
- E... ?
- Senhor, C4, H10, FO2 e P é a forma molecular do Sarin.
* * *
- Senhor! O seu helicóptero chegou. - Disse o soldado na entrada da barraca, saindo correndo logo depois.
Gabriel se levantou da cadeira e andou depressa para fora da barraca, caminhou mais um pouco e entrou no helicóptero NH-90, decolando logo a seguir.
Meia hora se passou e o helicóptero se aproximava de uma base aérea inimiga tomada pela Narkóvia, um avião C-295 aguardava na pista, pronto para decolar, o helicóptero pousou e vários soldados guiaram Gabriel até o avião, que decolou logo em seguida.
- Para onde estamos indo? - Perguntou Gabriel.
- O Alto Comando já soube da ameaça química e alertou as forças aqui na Borávia, estamos indo para Hann Island, o que restou do exército da Borávia está tentando invadir Fallen Fortress.
- Eu mal cheguei na base e já está me passando uma missão? - Perguntou Gabriel, surpreso.
- Estamos em uma emergência, tenente Gabriel, precisamos de todo o pessoal.
- Tudo bem.
Depois de uma hora de vôo, o avião pousou na base aérea de Hann Island, não demorou muito até que Heberth aparecesse.
- Bem vindo de volta, buddy! - Disse ele, cumprimentando o amigo.
- Valeu, cara... - Respondeu Gabriel. - Eu ganhei um novo caça? - Cochichou ele.
- Nops... Você vai usar um Gripen D.
- Um bi-place? Por quê?!
- Eu não sei, eu vou pilotá-lo...
- Ah, beleza... - Disse Gabriel.
Todo o esquadrão levantou vôo logo depois, não havia tempo para conversas, a missão era de extrema urgência.
- Bem vindo de volta, Angel. - Disse Rosie no rádio do caça.
- Obrigado.
- Você e o Rafa já foram derrubados, quem vai ser o próximo? - Perguntou Henry, brincando.
- Esquadrão Odin, mantenha silêncio no rádio, prestem atenção, estamos recebendo uma mensagem do Alto Comando. - Ouviu-se a voz do AWACs.
"Aqui é a base NA-3, precisamos de apoio urgente, há algo vindo do céu, uma espécie de laser! Está parada, incendiando um setor da pista de pouso! Espere um momento... Deus! O que é isso?! Uma onda de impacto?! Segurem-se!!!"
Tudo que foi ouvido depois foi estática.
- Que porra foi essa?! - Perguntou Heberth.
- Esta mensagem foi recebida vinte minutos atrás. - Disse o AWACs.
- Senhor, olhe aquilo! - Disse Rafael.
- Mas que merda é aquela? - Perguntou Henry.
Havia um míssel voando lentamente a uma altitude extremamente superior a que qualquer avião pudesse subir.
- Senhor... - Disse Rosie.
O míssel desceu até o horizonte, na mesma direção em que o esquadrão voava, para o desespero de todos, um brilho extremamente forte iluminou tudo, todos os pilotos cobriram seus olhos com as mãos, protegendo-se da intensa luz no horizonte, cinco segundos depois o brilho diminuiu e os pilotos puderam ver o que teria causado a forte luz.
Havia uma luz tão forte quanto ao Sol no horizonte, mas este já tinha se posto, o rádio estava mudo e os instrumentos estavam confusos, o radar estava captando apenas estática e os pilotos conseguiam distinguir uma nuvem de fogo subindo no horizonte, semelhante à um cogumelo, o terror e o medo tomaram conta de cada um ali.
- Tem alguém aí? - Perguntou uma voz no rádio, que junto transmitia estática.
- Que porra foi essa?! Isso é o que eu acho que foi?! Não pode ser! - Dizia Heberth.
- Não sabemos o que aconteceu, mas a missão está cancelada, todos os esquadrões, retornem para a base imediatamente. - Disse o AWACs.
Um silêncio seguido de sons de instrumentos e estática se seguiu, as aeronaves deram a volta e foram embora. Ao chegar na base, tiveram uma enorme surpresa, o avião oficial do primeiro-ministro, William Selazfield, estava estacionado no pátio da base.
30 de Setembro de 2017, Hann Island. 21:00.
Todo o pessoal da base estava reunido no pátio, havia um palco improvisado e um microfone na frente, um homem do governo foi até o microfone e anunciou.
- Senhoras e senhores. O Primeiro-Ministro da República da Narkóvia.
O homem que aparecia direto em conferências na tv estava na base militar mais famosa do seu país, não se sabia o por que, todos esperavam que era isso o que ele iria explicar, mas sabiam que não era uma boa coisa que tinha acontecido, todos sabiam que a Borávia tinha lançado um ICBM, um míssel de cruzeiro carregando uma ogiva nuclear em direção à Fallen Fortress, a mais importante fortaleza construída pela Narkóvia em resposta à invasão inimiga em solo.
As câmeras se apontaram imediatamente para Selazfield, os flashes começaram a iluminar o homem atrás do microfone e sua voz grave começou à ser ouvida por todos.
"Senhoras e senhores, militares ou não, eu venho aqui nesta base aérea no meio do oceano, a base aérea mais importante do nosso país, para informar à vocês um desastre sem comparação na história da humanidade. Esta guerra, iniciada por um líder bárbaro, obrigando seu povo à lutar contra a nossa nação, cometeu o pior crime contra a humanidade que poderia cometer nesta guerra. Gary Quade, o bárbaro presidente da Borávia, iniciou um ataque nuclear contra o nosso povo, como todos sabemos, uma explosão nuclear destruiu o ponto estratégico mais importante das nossas forças militares, a explosão matou não apenas nossos soldados, mas também os seus próprios, que tentavam tomar a fortaleza por solo. Mas não foi apenas isto, a capital da nossa nação, Kalini, e a segunda maior cidade, Yriz, também foram destruídas por explosões nucleares, até mais fortes do que a de Fallen Fortress. Não sabemos o número correto, mas... Achamos que mais de trezentos e trinta e cinco mil pessoas devem ter sido mortas nos ataques..."
Todos que estavam presentes ficaram espantados, e iniciou-se uma agitação na multidão.
"Eu venho dizer-vos que não iniciarei uma guerra nuclear contra a Borávia, não serei um assassino, sabemos que uma guerra nuclear pode ter impactos catastróficos, não só para os dois países, mas também para todo o planeta. Pelas pessoas mortas injustamente neste desastre, e pelos familiares que perderam seus amados nestes atentados, eu venho humildemente pedir para que não desistam, não se entreguem, estou disposto a até o último segundo de poder, lutar para que a opressão e a maldade tomem conta da supremacia da República da Narkóvia. Agradeço aos nossos bravos guerreiros no céu, no mar e no solo que lutam pela continuidade do nosso povo... Que Deus nos ajude."
O primeiro-ministro caminhou para fora do palco, ignorando às várias e várias perguntas que os repórteres faziam na primeira fila. O pronunciamento era claro, a Borávia estava disposta à iniciar uma guerra nuclear contra a Narkóvia, mas não haveria contra-ataque nuclear, os cidadãos da Narkóvia iriam querer se vingar, a guerra estava prestes à acabar, pois toda a costa oeste da Borávia estava tomada pelos militares narkovianos, que depois do desastre nuclear, não descansariam até tomar a capital.
sábado, 28 de maio de 2011
With the Enemy
- Temos que legar você pra um lugar seguro! - Disse Gabriel para a garota que chegara correndo até ele.
- Aqui é seguro... - Disse ela.
Gabriel tirou seu uniforme militar e o trocou pelo uniforme boraviano do soldado morto, colocou a garota no Humvee e acelerou o jipe para fora da fazenda. Gabriel dirigia em alta velocidade pela estrada deserta em meio às árvores, para a sua surpresa os céus não estavam mais com vários aviões destruindo-se em mísseis e metralhadoras, estava tudo calmo, a única coisa que chamava a atenção dos dois ali eram as colunas de fumaça negra que subiam do horizonte sudoeste.
Após alguns minutos dirigindo, o Humvee se aproximava de um ponto de checagem boraviano ao longo da estrada.
- Fique quieta e não demonstre medo. - Disse Gabriel para a garota no banco de trás. - Coloque estas algemas.
A garota colocou as algemas em seus próprios pulsos e se sentou direito, o jipe parou na frente de um portão de madeira improvisado, havia uma guarita de madeira onde ficava um soldado, checando as informações da inteligência e mais dois soldados com fuzis cuidando do portão.
- Hey, buddy! - Disse um dos soldados.
- Hey... Olha só quem eu encontrei lá atrás. - Disse Gabriel, movendo ligeiramente sua cabeça em direção à garota no banco de trás.
- Quem é ela? - Perguntou o outro soldado que se aproximava.
- Eu não sei nem o nome dela, mas ela me disse que a família dela foi evacuada, mas ela acabou ficando para trás, achei ela escondida em uma fazenda aqui perto.
- Ah, sei onde é isso... Pode passar. - Disse ele.
- Espera um pouco... - Interrompeu outro soldado. - Qual é o seu nome, soldado?
- Como? - Protestou Gabriel.
- Não vou repetir a pergunta, sei que entendeu, então responda-a.
- Ray, pega leve... - Disse o outro soldado.
- John Kellar Jr... Senhor. - Respondeu Gabriel, encarando o soldado.
- Então me diga, Kellar Jr... Esta estrada já foi fechada faz duas horas, como é que você apareceu de repente nela?
Alguns segundos que não pareciam ter fim se passaram e o soldado na guarita caminhou até a dupla.
- Ray, está tudo bem... Ele é um dos nossos, três horas atrás uma unidade foi mandada para checar se havia mais civis no local... Me desculpe o inconveniente, companheiro... Pode passar.
O portão se abriu em seu movimento para cima, Gabriel acelerou o jipe e fez seu caminho pelo resto da estrada, depois de alguns metros estava em uma base militar improvisada do exército boraviano no meio da floresta, haviam várias barracas montadas e vários soldados, caminhões e jipes militares andando por todos os lados.
- O que nós vamos fazer? - Perguntou a garota.
- Você é uma civil boraviana, eles vão enviar você para outra cidade longe daqui, ou talvez até para a sua família, se eu te deixar aqui e eles te levarem, você vai ficar bem... - Respondeu Gabriel enquanto dirigia pela estrada de lama e terra.
- Mas e você? Se eles te descubrirem...
- Eu vou ficar bem. - Interrompeu Gabriel.
A garota ficou quieta, o Humvee parou e Gabriel desceu, pegou a garota algemada e a levou até um jovem soldado parado ao lado de uma barraca.
- Soldado, encontrei esta garota na área evacuada, ela é uma civil boraviana, faça com que ela volte para a sua família.
- Ok... - Respondeu o soldado, sem dar muita importância.
- "Ok" ?! Você está falando com um oficial, soldado! - Disse Gabriel aumentando o tom de voz.
- Oh, sim senhor, me desculpe, senhor! - Respondeu o jovem soldado, nervoso.
Gabriel se virou e caminhou de volta para o seu Humvee, estava quase entrando no jipe quando ouviu o grito de um soldado.
- Incoming!
Vários sons do que parecia morteiros caindo do céu foram ouvidos, logo depois as explosões e os gritos dos soldados, vários helicópteros militares narkovianos Eurocopter Tigers e Mi-28s apareceram, lançando seus foguetes nos veículos que corriam no solo. As barracas eram arrasadas pelas metralhadoras dos helicópteros, tentou achar a garota que resgatou e ficou aliviado ao ver ela dentro de um jipe, saindo em alta velocidade em direção às árvores, havia metralhadoras atirando e granadas explodindo por todas as direções, a lama espirrava para o alto e caía ao redor de Gabriel, correu até seu Humvee e acelerou.
Os helicópteros narkovianos começaram à atirar em seu jipe, pensando ser um inimigo. Helicópteros CH-53 e CH-47 apareceram para descer soldados do exército narkoviano para capturar o território inimigo, mas até que isto acontecesse, Gabriel já deveria estar longe. Não poderia apenas aparecer para o seu exército dizendo ser um piloto narkoviano, já que estava com um uniforme inimigo, com um veículo inimigo em uma base militar inimiga.
Gabriel estava perdido, não tinha onde ir... Mesmo se tivesse, não saberia como, já que não conhecia nada sobre aquela região, tudo o que podia fazer era dirigir pela floresta até que o combustível se esgotasse.
sábado, 7 de maio de 2011
The Fallen Angel
Andou por muito tempo, chegou ao pé da montanha e continuou seu caminho para qualquer lugar, talvez por umas duas horas. Ouviu sons de veículos se aproximando, correu na direção do som e se agachou atrás de um tronco de árvore no chão. Veículos militares boravianos passavam apressados pela estrada, soldados corriam com seus fuzis, fugindo do ataque por terra iniciado pelos narkovianos, mesmo que os soldados narkovianos estivessem em menor número, eles contavam com apoio aéreo, bombardeando as tropas locais.
Depois que o comboio inimigo se afastou, Gabriel se levantou e atravessou a estrada, havia um carro civil abandonado ali no acostamento, abriu a porta e entrou. Percebeu que estava sem combustível e havia marcas de tiros no pára-brisa. Um relâmpago iluminou tudo em volta e começou-se à cair a forte chuva. Gabriel deitou-se no chão do carro, ao lado do banco traseiro e ficou ali, no único abrigo que pôde arranjar.
* * *
30 de Setembro de 2017, em algum lugar do litoral da Borávia. 11:26
Seus olhos se abriram imediatamente ao ouvir a explosão. Se levantou do chão frio e espiou pela janela do carro a estrada ao redor, já estava dia e se assustou com o que via: um extenso comboio de tanques de guerra e baterias anti-aéreas móveis estava vindo na direção de Gabriel. Ele se deslocou até a porta direita do passageiro e saiu silenciosamente, ficou encostado no veículo enquanto os tanques inimigos passavam do outro lado. Pensou em uma forma de se defender caso fosse descoberto, assim pegou sua pistola M1911 pessoal e a TT-33, dada aos pilotos pela Força Aérea.
Segurando as duas pistolas, esperou os veículos irem embora, mas algo aconteceu.
- Soldado inimigo! Atrás do carro! Atirem!
Uma tempestade de tiros começou, furando a lataria esquerda do carro e quebrando o vidro das janelas, Gabriel se encolheu ainda mais, quando menos esperava, ouviu um barulho metálico ao seu lado. Ao olhar para o chão, viu uma granada jogada ali, no desespero, Gabriel pegou-a e jogou-a devolta para os inimigos, sentiu uma sensação extremamente quente no braço, se agachou no carro e houve uma forte explosão.
Gabriel sentia-se surdo, agora apenas ouvia um zumbido. Pegou uma das pistolas no chão e se levantou, saindo em disparada para a floresta, enquanto corria podia ver os tiros atingindo os troncos das árvores ao seu redor, continuou correndo sem parar, sua audição foi voltando aos poucos, o pensamento em sua cabeça era a de que iria morrer, era um enorme comboio com muitos soldados e armas, não teria como escapar... Até olhar para cima.
Dois caças passaram em altitude baixa despejando duas bombas brancas, quando ambas tocaram na estrada, uma onda de fogo tomou conta de tudo, matando todo ser vivo ao longo da estrada, Gabriel imediatamente identificou as bombas como sendo napalms. Napalm era uma substância inflamável presente em uma bomba incendiária extremamente mortal, queimando tudo que atingisse a temperaturas absurdamente altas.
O fogo começou à se espalhar ao redor, Gabriel logo se levantou e voltou à correr, viu uma cerca de madeira logo à frente e passou por ela. Ouviu um som e olhou para cima, um F-15 narkoviano com uma das asas destruída, girava em direção ao chão até cair atrás de algumas árvores logo à frente, perto de uma casa. Gabriel se lembrou que Alicia pilotava um F-15, então saiu correndo em direção à fumaça negra que se levantava no horizonte.
- Merda! - Gritava ele enquanto corria.
Quando chegou lá, havia uma cratera no solo, a fuselagem queimada do avião estava inclinada para o alto, o cockpit havia sido totalmente destruído, mas percebeu que não havia sinal de um piloto. Olhou para o céu e viu um pára-quedas descendo até cair de forma um pouco violenta ali perto, correu até lá para ver, ao tirar o pára-quedas do piloto, viu um grande pedaço de metal atravessando o peito, tirou o capacete e se aliviou por não ser Alicia nem outro conhecido. Porém, o piloto estava morto.
Gabriel pegou a pistola TT-33 do piloto, já que deixara a sua no tiroteio, sendo destruída pela napalm. Agora novamente estava com duas pistola, sua M1911 e a Tokarev, revistou mais um pouco o corpo e o rádio estava inútil, foi destruído quando o metal atingiu o peito do homem.
Se lembrou da casa logo ali perto, decidiu procurar abrigo lá, ao se aproximar dela, percebeu uma viatura da polícia parada na frente da casa. Gabriel pegou sua M1911 e entrou na casa apontando sua pistola para todas as direções, para a sua surpresa, não encontrou ninguém. Decidiu checar a viatura mais uma vez e viu que ela estava sem gasolina e ainda havia duas espingardas no porta-malas, pegou-as e levou-as em direção à casa.
Minutos se passaram, Gabriel colocava as espingardas em uma mesa e de repente parou quando percebeu uma música tocando em algum lugar ali perto, parecia tão perto que jurou que vinha daquela mesma sala. A música continuava tocando até ouvir sons de algo batendo em uma porta de madeira, como se alguém estivesse se depatendo atrás de uma porta. A música parou.
Gabriel pegou sua pistola e caminhou até uma pequena porta de madeira debaixo da escada e abriu-a, se deparou com uma garota de cabelos loiros, aparentava ter entre dezessete à vinte anos, estava sentada segurando um celular, seus olhos azuis estavam paralisados de medo.
- Você está bem? Qual é o seu nome? - Perguntou ele, escondendo a pistola.
Ela não respondeu, continuava parada, mas de repente pegou uma pistola e a apontou para Gabriel. A primeira reação seria pegar a sua pistola também, mas lembrou que ela era apenas uma garota assustada, olhou mais um pouco para a arma que tremia nas mãos pálidas da garota e notou algo, sorriu.
- Sa-saia da minha casa! - Exigiu ela.
Gabriel simplesmente caminhou até ela, ela puxou o gatilho e fechou os olhos, mas apenas sentiu a arma sendo puxada violentamente. Quando abriu seus olhos, o homem vestido com aquela roupa de piloto estava com sua arma nas mãos, sorrindo.
- Fique calma, não vou te machucar. - Disse ele, ela ficou confusa já que a pistola não disparou. - Está vendo esta luzinha vermelha aqui? Você tem que virar isto aqui, é uma trava de segurança, é usada para evitar que a pistola atire acidentalmente... Aliás, onde você pegou isto?
A garota ficou em silêncio por alguns segundos, pensando se o homem era confiável ou não, por fim, respondeu.
- Do carro da polícia... Ali fora.
- Onde está sua família? Por que tem um carro da polícia lá fora? - Perguntou Gabriel.
- Meus pais foram levados à força pelo exército por causa de uma evacuação, um policial veio me buscar, mas... Um soldado atirou nele.
- Uma evacuação?
- Sim, haviam aqueles homens com máscaras de gás...
Gabriel caminhou até a porta e correu pela estrada de terra até chegar à um Humvee militar, o soldado estava morto com um tiro no peito, provavelmente na troca de tiros com o policial da viatura ao lado da casa, Gabriel entrou no veículo e ligou o rádio, tudo o que ouviu foi:
"Aqui é Delta 3, assim que os inimigos ultrapassarem a linha vermelha, iniciaremos o protocolo C4H10FO2P"
terça-feira, 3 de maio de 2011
Surprise as Revenge
- Ejeta logo dessa porcaria! - Gritou Alicia pelo rádio.
- Eu... Eu não consigo... - Disse Gabriel, enquanto olhava para o seu painel que piscava.
- Tem um vindo atrás de você, aguenta firme aí, buddy, eu te protejo! - Avisou Heberth.
Antes que Heberth se posicionasse para derrubar o F-16 que perseguia Gabriel, Heberth foi obrigado à desviar quando um caça inimigo já estava mirando seu avião.
- Merda! - Gritou Heberth.
No leme do F-16 inimigo, havia escrito a palavra "Goraya", na asa esquerda, o míssel já estava pronto, até as chamas aparecerem e o míssel ser lançado.
- Não!! - Gritou Alicia.
O míssel atravessou o céu à uma velocidade impressionante, o AIM-9X era um míssel praticamente infalível, uma vez disparado, não havia como seu alvo escapar.
O míssel atingiu o Gripen em cheio, transformando-o em pedaços flamejantes e em um enorme rastro de fumaça preta que fazia seu caminho pelo céu até o solo, terminando em uma explosão logo em seguida.
Minutos antes...
- Estamos prontos! - Disse a voz no rádio.
- Os C-17s já estão pousando...
- Pousando, senhor?
- Nossas tropas estão dentro dos C-17s, tanques e soldados, vamos invadir por terra.
- Não acredito que vamos fazer isso... - Comentou Rosie.
- O que há de errado nisso? - Perguntou Gabriel para Rosie.
- Bem, considerando o que fizeram com o nosso país... Nada, mas este é um plano engenhoso e nós ficamos sabendo dele faz pouco tempo, nem sabíamos sobre os tanques dentro dos C-17s... Nem sabíamos dos C-17!
- Lamento por isso, mas o que importa agora é que sejamos vitoriosos. - Respondeu Henry.
- Os C-17 já estão no solo, repito, os C-17 já estão no solo, ativar ECM, vamos para a costa.
- Roger.
Os mais de cinquenta esquadrões se juntaram, se dirigindo para a costa inimiga, era um ataque em massa, invadir, ocupar, vencer.
29 de Setembro de 2017, Base aérea de Little Hill, Borávia. 17:26
Um jovem, aparentando ter uns vinte e seis anos, observava uma tela à sua frente, estava entediado com aquele trabalho, poucas aeronaves apareciam naquele radar, um grupo de aviões de transporte pousou na base, mas nada mais apareceu, até focar sua visão num canto da tela. Surpreso, correu para o seu oficial.
- Senhor, você precisa ver isto!
Segundos depois, os dois já estavam na frente da tela do radar.
- Reporte. - Disse o oficial em tom autoritário.
- Senhor, há uma anomalia neste canto do radar, e parece estar se aproximando...
- Me ligue com o comandante, e reporte qualquer aeronave que possa fazer um reconhecimento naquela região. - Disse o oficial, andando em direção à coluna onde havia um telefone.
- Sim, senhor.
Minutos depois, um avião de reconhecimento S-3A Viking boraviano voava em direção às nuvens de tempestade logo à frente, o piloto podia ver os relâmpagos dentro da tempestade, em seu rádio, o comandante, dois oficiais e dois guardas acompanhavam a missão em uma sala na base.
- Skygazer One, reporte sua situação. - Disse o comandante.
- Sim, senhor. A anomalia está logo à frente, na direção das nuvens de tempestade...
- Uma tempestade pode causar isto? - Perguntou um oficial à outro.
- Não desta forma... - Respondeu.
- Senhor, há alguma coisa... Tempestade... - Reportava o piloto em meio à chiados e interferência.
- O que está acontecendo?! Skygazer One, reporte!
Enquanto isso, o piloto do Viking tentava entender o que estava acontecendo, a interferência já não o deixava se comunicar com os oficiais e com o controle da missão. O radar estava se transformando em estática, a interferência ficava cada vez mais intensa, o piloto olhou para frente em direção às nuvens e viu vários objetos refletindo a luz do Sol ao longe, havia muitos objetos, de tantos não podia contar, mas achou que haveria mais de cem.
Foi surpreendido com uma transmissão de rádio, com volume baixo e ainda distorcida, tudo o que pôde ouvir foi: "Fox One...". O piloto boraviano viu o HUD vermelho, olhou de novo para as nuves e viu algo se aproximando rapidamente do avião, para o seu desespero, tentou ejetar, mas não conseguiu à tempo. O S-3A foi destruído por um míssel disparado por um dos caças que se aproximavam da costa, mergulhando no mar e apenas sobrando o silêncio no rádio.
Enquanto isso, os oficiais naquela sala trocavam olhares espantados, o piloto parou de responder e só sobrou estática durante alguns minutos, logo depois a transmissão ficou muda. A porta se abriu num estrondo que ecoou ali dentro, os guardas logo apontaram suas armas para o homem assustado, ele ignorou as armas e olhou fixo nos olhos do comandante.
- Senhor, você precisa ver isto imediatamente!
Todos os oficiais saíram da sala, seguindo o homem assustado pelos corredores da base até chegarem às portas de vidro que davam para o estacionamento, ao olharem para o oeste, tiveram uma desagradável surpresa: inúmeras aeronaves inimigas voavam pelo céu, começando um ataque contra todas as baterias anti-aéreas, que eram para onde os soldados corriam para tomar seus postos, muitos morriam nas explosões, outros chegavam logo depois de as baterias terem sido destruídas.
Os caças levantavam vôo na pista, o comandante não pôde deixar de ver que um dos caças, que estava taxiando para chegar à pista, foi atingido por um míssel vindo de um F-15 inimigo.
- Já perdemos esta batalha... - Sussurrou ele para si mesmo.
Rafael disparou uma rajada de metralhadora enquanto dava um rasante, explodindo caminhões estacionados no pátio da base, olhou no HUD e o alarme soou, um míssel vinha em sua direção. A rajada de metralhadora atingiu um caminhão-tanque, uma grande explosão se levantou do solo, Rafael desviou virando-se para o lado esquerdo, e o míssel continuou reto, aquele tipo de míssel era guiado pelo calor das turbinas dos caças, e com o calor da explosão, o míssel foi redirecionado.
Todas as formas de defesa anti-aérea da base haviam sido destruídas, foi quando os militares boravianos ficaram mais desesperados, o compartimento de carga dos C-17s se abriram, revelando em seu interior tanques e tropas inimigas, os soldados começaram à atirar nos inimigos e um intenso tiroteio em terra se iniciou.
- Aqui é Delta Sete, fase "Surprise" está em progresso.
- Roger. Se precisarem de ajuda é só chamar. - Disse Henry.
- Atenção todas as aeronaves. Reforço inimigo está a caminho, todas as unidades, engage¹. Esquadrão Odin e Esquadrão Tyndall, há uma formação de três aeronaves se aproximando em alta velocidade à leste, limpem o radar.
- Três aeronaves?! Estamos em nove! - Disse Heberth.
- Receio que não se trata de um esquadrão qualquer, nunca subestime o inimigo... - Disse Henry.
- Esquadrão Odin, em formação. - Ordenou Alicia.
Os dois esquadrões se juntaram para encarar o esquadrão inimigo que se aproximava isolado à leste, mas para a surpresa de todos, algo inesperado aconteceu: Os computadores e instrumentos dos aviões desligaram por um ou dois segundos, os aviões começaram a planar no ar e a perder altitude, quando tudo voltou ao normal, dois caças do esquadrão Tyndall continuaram desligados e explodiram ao se chocarem com o solo.
- Mas que merda foi isso?! - Gritou Heberth.
- AWACS! Reporte a situação! AWACS! - Gritava Henry, sem resposta.
- Tem alguém com problemas no avião?! Todo mundo, respondam agora! - Dizia Alicia.
- Negativo. - Respondeu Henry.
- Alguns instrumentos estão desconfigurados, mas ainda estou voando. - Disse Rafael.
- Meu avião está estranho, receio que eu tenha que pousar. - Respondeu Henry.
- Estou bem. - Disse Rosie.
- Eu também... - Disse Heberth.
Alguns segundos de silêncio se passaram.
- Death Angel, reporte sua situação. - Disse Alicia.
- Tem alguma coisa errada... A aeronave não responde aos comandos... - Disse Gabriel em tom preocupado.
- Angel, ejete... - Disse Henry.
- Se pelo menos eu pudesse fazer isto...
- Como o avião continua voando? - Perguntou Heberth. - Não faz sentido.
- Eu não sei, só sei que nada aqui está funcionando... Nunca vi algo assim antes...
- Aeronaves inimigas se aproximando, atenção! - Disse Alicia.
* * *
Assim que o Gripen de Gabriel foi atingido, Alicia gritou por seu nome, o que sobrou do avião explodiu nas montanhas.
- Meu Deus... Gabriel?! Está me ouvindo?! Você está bem?! - Disse Henry.
- Alguém viu se ele ejetou?! - Perguntou Heberth.
- Não consegui ver nada, tem um monte de caças aqui. - Disse Rafael.
- Temos que cumprir a missão, continuem atirando. - Ordenou Henry.
Enquanto isso, Gabriel continou caindo rapidamente, seu pára quedas se abriu e seu assento ejetor se separou. Ele abriu seus olhos tentando entender e levou o seu rádio acoplado no macacão até perto da boca, tentando falar.
- Aqui é Death Angel, estou vivo, está tudo bem aí em cima?
Nada se ouviu.
- Aqui é Death Angel, alguém está me ouvindo?!
Mais uma vez nada se ouve, percebeu que o rádio estava danificado. Olhou para baixo e viu o gramado do morro em que estava caindo, se preparou para o impacto e depois tocou o chão violentamente.
Se levantou e percebeu que estava coberto pelo pára quedas, com esforço o tirou e se desenrolou das cordas. Uma vez de pé, olhou para o horizonte onde haviam nuvens douradas pela luz do pôr do sol.

sábado, 16 de abril de 2011
Civil War
No chão, as cápsulas de balas ao lado dos pés dos dois soldados começaram à se movimentar, tremendo com o solo, os dois deram alguns passos para atrás até serem surpreendidos numa explosão. A barricada na porta do supermercado explodiu e voou pelos ares, enquanto um ônibus saía velozmente do interior do prédio, se afastando cada vez mais do lugar. Os dois soldados pegaram seus fuzis e começaram à atirar contra o ônibus, sem sucesso, pois só agora notaram que o ônibus era especial, blindado, à prova de balas, o vidro das janelas estava quebrado, mas havia uma grade cercando-as, cada lado do ônibus tinha apenas umas três janelas distintas, o veículo era pintado com uma coloração bege.
O ônibus avançava em alta velocidade, os tiros tinham atingido a blindagem, mas não tinha a penetrado.
- Está tudo bem aí?! - Perguntou William enquanto dirigia.
No meio de todas aquelas caixas, Martha olhou para o motorista logo à frente e respondeu sua pergunta.
- Está sim... Conseguimos?
- Estamos quase lá, torça pra que eles não estejam nos seguindo.
No fundo ela sabia que isso era possível, o que eles passaram meses planejando se concretizara ali naquele momento, precisavam tomar uma medida desesperada depois de tudo ter sido consumido.
- A comida e a água estão inteiros? - Perguntou William.
- A maioria... Tem duas garrafas de água que partiram, estou tentando salvar a água. - Respondeu Martha, tirando a água da garrafinha partida para colocar em uma outra garrafa, vazia.
William fez uma curva brusca, Martha tremeu muito a mão, fazendo com que um pouco de água caísse no chão do ônibus. Perdeu um pouco de água, mas o que havia sobrado era o suficiente para algumas semanas à mais.
- Estamos chegando... Se segura! - Disse William. Martha se preparou, segurando-se firmemente no balaustre.
Alguns minutos depois, o ônibus blindado acelerava mais ainda, estava indo em direção à uma ponte, o ônibus passou pela rampa e voou por um ou dois segundos até tocar o outro lado, aquilo só tinha sido possível pelo fato de faltar apenas um pequeno pedaço da ponte, combinado com a velocidade do veículo.
Minutos depois, o ônibus estava no quintal dos fundos da casa de Martha, onde era impossível que algum soldado inimigo pudesse vê-lo da rua. William veio caminhando de dentro da casa, carregando em uma das mãos um copo de plástico onde continha água, Martha carregava um fardo de garrafas de água nos braços, os dois tinham roubado água e alimentos enlatados de um supermercado abandonado.
- Eles não vão achar a gente por causa do que aconteceu hoje? - Perguntou ela, preocupada.
- Não. - Respondeu William.
29 de Setembro de 2017, Hann Island, Narkóvia. 13:13
Os Gripens decolavam da ilha, ninguém sabia qual era o objetivo daquela missão, a única ordem foi levantar vôo com os caças armados. Minutos se passaram até estarem no oceano, cinco caças F-15 se juntaram à formação.
- Aqui é o esquadrão Tyndall, fomos enviados para acompanhar o esquadrão Odin nesta missão. - Disse a voz feminina e familiar.
- Alicia, que bom te ver... - Disse Gabriel.
- Gabriel... Bom te ver também...
- Qual é a de vocês dois? - Perguntou Heberth.
Gabriel olhou de relance o cockpit de um dos F-15s, Alicia olhava um pouco envergonhada para ele.
- Aqui é o Comandante Rafferty, calem a boca. Como foram avisados à alguns dias, vocês participariam de uma operação militar sigilosa, pois bem, vocês estão nela neste momento.
- O que? - Perguntou-se um dos pilotos do esquadrão Tyndall.
- Vocês estão na primeira missão da Operação V, o objetivo desta missão é tomar as cidades de Santa Fé e Deguen, enquanto isso, olhem no seu radar.
Todos se entre olharam surpresos, depois checaram o radar, vários aviões de carga apareciam ao oeste, espantaram-se.
- Isso são C-17s modificados, como todos já devem saber, Borávia invadiu nosso país usando aviões disfarçados, o que nos fez pensar que eram nossos aviões... Eles nos subestimaram, achando que não tínhamos poder e recursos suficientes para contra atacar, principalmente se for a mesma idéia...
- O feitiço se virando para o próprio feiticeiro... - Sorriu Gabriel.
- Isso mesmo, um tiro que saiu pela culatra... Tudo o que devem fazer é garantir a superioridade aérea sobre Santa Fé, assim que invadirmos, a cidade será evacuada por eles mesmos, então, as perdas civis serão quase zero, não se preocupem em abater aviões que cairão em cima de inocentes...
- Peraí, como vamos entrar sem que eles saibam antes? - Perguntou um dos pilotos do esquadrão Tyndall.
- Os C-17s vão na frente, eles estão camuflados, um disfarce... Assim como eles fizeram conosco, hoje de manhã um esquadrão de C-17s decolou de Santa Fé, eles deveriam voltar hoje às 17:30, nós os abatemos e os substituímos por nossos próprios C-17s, isso durou meses de planejamento, nós recuperamos os instrumentos dos C-17s inimigos e colocamos nos nossos, assim, o IFF estará registrado como aeronaves boravianas, por isso não derrubem nenhuma aeronave C-17, por engano vocês podem acabar derrubando um aliado. Muito bem, cumpram a missão.
- Roger... Mas, senhor... Por que Operação V, senhor? - Perguntou o piloto.
- Vingança... - Respondeu Gabriel, ao notar que Rafferty já tinha saído da conversa.
Os dois esquadrões voavam em direção à costa inimiga, aquela seria uma missão perigosa, talvez a mais perigosa desde o começo da guerra.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Battle over Hann Island - Part 2
- Um à menos! - Disse Gabriel, vibrando.
Heberth disparava mais uma rajada de metralhadora até destruir outro míssel, agora só restava mais um, mas um caça inimigo escapara do esquadrão e agora perseguia a aeronave de Heberth.
- Posso chutar a bunda dele? - Perguntou Heberth sorrindo.
- Claro! - Respondeu Gabriel.
O caça de Heberth girou de ponta cabeça e desceu, sendo acompanhado pelo inimigo. Enquanto isso, Gabriel continuava perseguindo o míssel, que por sinal, era muito rápido.
Após outras três rajadas de metralhadora, finalmente atingiu o míssel, fazendo-o provocar uma grande explosão à sua frente, mas conseguiu desviar. Sem mais mísseis no mapa, o Gripen partiu em direção ao esquadrão para defender a ilha.
- Bom trabalho vocês dois. - Disse o capitão Henry. - Agora nos ajudem aqui!
Os caças estavam ainda taxiando na pista e o único esquadrão no ar naquele momento era Odin, precisavam proteger a base dos inimigos a qualquer custo. Uma formação de cinco caças SU-32 estavam se aproximando rapidamente da base, como eram caças de ataque e bombardeio, provavelmente sua missão era bombardear as intalações da base.
- Bombardeiros se aproximando rapidamente! - Pronunciava Rosie.
- Capitão, posso cuidar deles? - Perguntou Rafael.
- Claro, Gabriel, vá com ele. - Respondeu Gannon.
- Sim, senhor... Vamos lá, buddy. - Confirmou Gabriel.
Os dois Gripens se juntaram lado a lado em direção ao esquadrão inimigo, não demorou muito até eles começarem à atirar. Rafael e Gabriel se separaram, um para cada direção.
Rafael manobrou o avião, dando meia volta e se posicionando atrás de um SU-32, se aproximava dele rapidamente e esperava o momento certo para disparar o míssel, o alvo ainda não estava travado. Quando o alvo finalmente travou, uma mensagem no HUD alertava que seu caça estava na mira de outro.
- Porra! - Gritou ele.
- Não se preocupe buddy, chute a bunda daquele infeliz! - Disse Gabriel, posicionando seu caça atrás do SU-32 que mirava em Rafael.
- Valeu... - Agradeceu ele.
Com uma rajada de metralhadora, Gabriel percebeu que o avião no qual atirava recebeu as balas diretamente no cockpit e na asa direita, o SU-32 continuou voando em linha reta até começar à perder a altitude. Gabriel se perguntava se o canhão atingiu e matou o piloto ainda dentro do cockpit.
Enquanto isso, sem nenhuma aeronave na sua cola, Rafael tentava mais uma vez travar seu alvo, e quando conseguiu, disparou um dos seus mísseis AIM-9M. A traseira do míssel se iluminou com a propulsão e foi empurrado para frente, o míssel se desprendeu da asa e voou em direção ao SU-32, atingindo sua traseira, as turbinas explodiram, o que restou caía agora em chamas em direção ao mar.
- Splash One.¹ - Disse Rafael.
- Aqui é a Torre de Controle, esquadrão Odin, protejam os aviões que estão decolando...
- Roger². - Confirmou Henry.
Uma transmissão mais fraca foi detectada no rádio dos aviões, provavelmente era a conversa das aeronaves inimigas:
- Há aeronaves inimigas na pista, destruam elas antes da decolagem.
Rosie voou baixo ao lado da pista e logo depois deu meia volta, um caça inimigo se aproximava, pronto para destruir os aviões ainda no chão, ela se posicionou atrás do SU-27 e disparou o míssel. Foi tudo muito rápido, o piloto só teve tempo de ouvir o som do painel alertando a vinda do míssel, puxou a alavanca e o canopy³ voou para fora, seu banco foi ejetado do cockpit e seu pára quedas abriu, observando sua aeronave ser atingida por um míssel, se desmanchando em pedaços em chamas e uma bola de fogo, o Gripen que o abatera passara girando em 360º no seu próprio eixo ao lado da explosão.
- Isso não é uma apresentação, Rosie... - Brincou Heberth.
Ela apenas riu.
- Os bombardeiros foram destruídos. - Avisou o capitão, após abater o último SU-32.
Ouviu-se outra mensagem de rádio do inimigo: "Eles abateram os bombardeiros!" Logo, outra voz respondeu: "Não se preocupe, isto não vai terminar tão cedo."
Não havia quase mais nenhuma aeronave inimiga perto da ilha, o esquadrão Odin abateu as cinco últimas aeronaves, enquanto outras duas fugiram para leste.
- Pra onde eles foram? - Perguntou Gabriel.
- Esquadrão Odin, aqui é a torre. Reforço está decolando agora, continuem vigiando.
- Roger That. - Confirmou Henry.
- Anda! Subam logo! - Dizia Heberth.
- Aqui é o esquadrão Swansaw, estamos decolando.
Minutos depois, o esquadrão Odin estava em companhia de seis caças SU-35BM. Se espalharam ao redor da ilha, mas não havia qualquer aeronave inimiga voando por ali.
- Eles foram embora? - Perguntou Heberth.
- Negativo. Aqui é a Torre de Controle, há aproximadamente quinze aeronaves se aproximando rapidamente da base, interceptem antes que seja tarde demais!
- Sabia que tinha alguma coisa errada. - Disse Henry.
O esquadrão se juntou e voava agora para o leste, direção em que os inimigos estavam vindo.
- Aqui é o capitão Gannon, esquadrão Odin, detectamos bombardeiros B-2 se dirigindo à base, repito, bombardeiros B-2 estão se dirigindo à base, estamos indo interceptá-los. - Disse Henry, após conseguir distinguir a fina aeronave.
O esquadrão se dispersou e todas as aeronaves de Hann Island se encontraram com os caças inimigos, os caças estavam escoltando os bombardeiros, dificultando a interceptação deles.
Minutos se passaram em uma intensa batalha pelo céu, os bombardeiros continuavam avançando enquanto o esquadrão ficava ocupado com a escolta. Gabriel, Rosie e Rafael estavam agora voando em direção aos bombardeiros, enquanto Gannon e Heberth ficaram com o esquadrão Swansaw para os caças inimigos não atrapalharem.
- Alvo travado, Fatale, Fox Three.
- Death Angel, Fox Two.
- Sam, Fox Three.
A formação de três Gripens disparou seus mísseis, Gabriel estava ligeiramente mais distante do grupo, por isso decidiu disparar um míssel guiado à infravermelho, o AIM-9 Sidewinder. Rosie e Rafael estavam um pouco mais distantes dos seus alvos, e dispararam mísseis guiados pelo radar, os AIM-120 AMRAAM.
Três mísseis. Três bombardeiros derrubados. Ainda faltavam mais três.
Gabriel soltou uma rajada de metralhadora em outro bombardeiro, o derrubando. Rafael optou pelos mísseis, disparando outro AIM-9 de curto alcance. Mas algo de errado aconteceu com a aeronave de Rosie.
- Fatale, Fox... - Sua voz foi interrompida por uma breve interferência.
- ICM? - Perguntou-se Rafael.
- Não, isso é diferente... - Respondeu Gabriel.
Os dois procuravam ao redor para achar o avião de Rosie, mas não o encontravam, até Gabriel ver algo caindo.
- Rosie! - Gritou ele.
O caça de Rosie estava perdendo altitude e sua turbina estava deixando um rastro de fumaça negra. Entre o caça de Gabriel e de Rafael, um F-16 passou velozmente, provocando-os.
- Filho da... - Disse Gabriel.
- Esse é aquele esquadrão...
- Que derrubou você em Walrus City, sim... - Continuou Gabriel.
- Hora da vingança...
- Rosie, está me ouvindo? Você está bem? Ejete! - Dizia Gabriel.
- Não... Eu vou tentar pousar... - Ouviu-se a voz dela no rádio, interrompida por interferências, quando podia-se ouvir sua voz, no fundo havia o som de um alarme soando, o cockpit não era o melhor lugar no mundo quando seu avião era atingido.
Rosie continuou manobrando o avião, que se balançava muito, o alarme soava alertando falha na turbina. Ela estava alinhando o avião com a pista da ilha logo à frente, mas para seu desespero, outro alarme começou à soar. Ela olhou para o painel que piscava, o novo alarme significava "Falta de Combustível", Rosie virou-se para olhar para as duas asas do avião, a asa esquerda estava esburacada devido as rajadas de metralhadora que acabara de receber de um F-16 inimigo.
O avião de Rosie balançava de um jeito violento, mas ela sempre foi corajosa. Continuava lutando para tentar pousar aquele avião, ou assim como Rafael, demoraria meses para voltar à voar, pois não teria um avião. Ela abaixou o trem de pouso e os flaps, mesmo com o avião tremendo, tocou o chão de uma forma um pouco violenta, mas ainda estava inteiro. Rosie acionou os freios e a velocidade do avião diminuía lentamente.
Uma ambulância de dois Humvees militares chegaram na pista e tiraram Rosie dali o mais rápido possível para levá-la à enfermaria, mas ela só sofreu alguns arranhões.
Enquanto isso, Gabriel e Rafael desviavam do fogo inimigo, disparado por aquele esquadrão de três F-16s boravianos. O resto do esquadrão apareceu para ajudar os dois. Gabriel de repente se separou do grupo, voando em uma direção qualquer.
- Para onde você está indo?! - Perguntou Henry, surpreso.
- Aqui é a Torre! Estamos sendo bombardeados!
- Esquecemos de uma coisa... - Respondeu ele. - Death Angel, Fox Three!
O míssel voou da asa em direção a um distante ponto negro a frente. Até todos verem uma pequena explosão, seguido de destroços em chamas caindo numa praia da ilha, era o último bombardeiro B-2, que foi impedido de ser destruído por Rosie anteriormente.
- Isto ainda não acabou... - Ouviu-se uma voz furiosa no rádio, não se sabia de quem era, mas era provável que fosse de algum piloto inimigo.
O esquadrão de F-16s cessaram fogo e se dirigiram para o leste, indo embora com o pouco que restou dos outros esquadrões.
- Eles desistiram, somos fodas! - Comemorou Heberth.
Naquele momento, Henry riu, o que era muito raro.
- Rosie está bem? - Perguntou Rafael.
- Acho que sim, o avião dela está intacto, eles estão tirando ele da pista... - Disse Gabriel, voando acima da base para checar.
- Aqui é o Comandante Rafferty, bom trabalho por defenderem a sua casa... Tanto para os que estão no céu para os que estão em terra! Não deixaremos esses porcos sujos invadirem nossa casa! Nossa casa só pertence à nós e não vamos deixar que tomem-na! - Disse a voz no rádio e nos auto falantes acima da Torre.
Todos que estavam no solo comemoraram a vitória, e não era uma vitória qualquer, mas uma esmagadora: Apenas quatro aeronaves de Hann Island foram abatidas, todos sobreviveram, enquanto foram contadas aproximadamente vinte e cinco aeronaves inimigas abatidas, era uma vitória quase que inacreditável.
Após alguns minutos, todas as aeronaves pousaram novamente na ilha, a noite chegou e o céu estava estrelado, havia poucas nuvens no céu e Gabriel caminhou até a praia ao norte da ilha. Se encontrou com os destroços do B-2 Spirit destruído por ele mesmo, a única parte reconhecível eram as asas, já que o cockpit foi esmagado ao se chocar de frente com o solo.
Sentou-se em uma pedra e bebeu um gole do refrigerante no copinho de plástico que pegara lá dentro, onde havia uma festa de comemoração, enquanto se perguntava: "Havia melhor comemoração de vitória melhor que aquela?".
Continuou ali, observando as estrelas, as ondas do mar e os destroços do avião inimigo destruído.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Battle over Hann Island - Part 1
Walrus City ficou totalmente isolada, pontes e estradas destruídas por bombardeios. Todos dentro da cidade, desde civis, boravianos ou narkovianos... Estavam presos.
Enquanto isso, no oceano, o esquadrão Odin havia completado poucas missões, sem muita importância, mas isto estava prestes à mudar.
Naquele pequeno quarto, a música ecoava pelas paredes e pela porta fechada, Gabriel estava deitado na cama de baixo do beliche, remexendo sua cabeça ao ritmo da música. A música que estava tocando do computador, se chamava "Ready for Love" da banda Bad Company.
"Walkin' down this rocky road
Wondering where my life is leadin'
Rollin' on to the bitter end
Finding out along the way
What it takes to keep love living
You should know how it feels, my friend."
Heberth de repente entrou no quarto, observou Gabriel ouvindo a música e riu.
- Pensando nela? - Disse ele.
- Ãhn?! O que? Como assim? - Perguntou Gabriel, confuso e abaixando o volume da música.
- Nada não, hey, o comandante tá chamando pra ir pra sala dele... - Respondeu ele, abrindo o armário e guardando um peça de roupa dentro dele.
- Eu? Por que? O que eu fiz dessa vez?
- Eu é quem vou saber! Vá até lá, horas!
- Quem disse que ele quer me ver? - Perguntou Gabriel, desconfiado.
- O capitão. - Respondeu Heberth, irônico.
- Naah, odeio aquela sala, geralmente quando entramos nela é porque alguém quer cortar nossas gargantas... - Comentou Gabriel cruzando os braços, ainda deitado na cama.
- Pois é, buddy... Boa sorte, você vai precisar! - Riu Heberth.
- Ha... Valeu, queria ver se ele tivesse chamado você... - Disse Gabriel se levantando da cama.
- Te vejo do "outro lado"! - Gritou Heberth, se despedindo como se Gabriel fosse morrer, enquanto ele saía do quarto.
O corredor estava deserto, o que era um pouco raro naquela base, saiu do dormitório e atravessou o pátio até um prédio, lá dentro ficava a sala do comandante, por um lado era o lugar que os pilotos mais temiam, por outro, alguns poucos recebiam promoções... Mas Gabriel não se lembrava de algo incrível que tivera feito na ultima missão.
Minutos depois, Gabriel já esperava ao lado da porta da sala do comandante, porém se surpreendeu com quem saía da sala.
- Rosie? - Disse Gabriel, surpreso.
- Gabriel... Ele também chamou você?
- Sim...
- Capitão Smith, entre logo. - Ouviu-se a voz rouca vinda da sala.
- É com você... - Disse Rosie, caminhando rapidamente em direção ao corredor. Parecia mais que queria dar o fora logo dali para não se envolver.
Gabriel entrou e fechou a porta, o comandante estava na mesa à frente, analisando alguns documentos com seu óculos. No canto esquerdo da sua boca havia um charuto, por onde saía fumaça. Gabriel imediatamente se lembrou do que os pilotos diziam sobre Roark, um típico chefão (da "máfia") ou um comandante sádico e malvado, Gabriel não pode evitar de achar aquilo engraçado, porém admitia que até fazia sentido.
- Segundo Tenente do Esquadrão Odin, Gabriel "Death Angel" Smith... - Começou a falar o comandante, ainda observando os documentos em sua mão e com a outra posicionando seu óculos.
"Lá vem bomba..." Pensou Gabriel.
- Você, assim como sua colega, foram chamados aqui para receber uma informação secreta. - Continuou ele.
"Informação secreta? Que droga é essa? É algum tipo de brincadeira?" - Pensava Gabriel.
- Informação secreta, senhor?
- Sim. Os membros do seu esquadrão participarão de uma missão militar ultra-secreta, por tanto, não posso lhe passar os detalhes na sala de briefings.
- Mas, e o capitão Gannon? Ele já sabe?
- Sim, ele já sabe. Ele lhe passará os detalhes da operação em breve, isto foi apenas uma notificação. E lembre-se, não deixe ninguém saber sobre isso.
- Sim, senhor.
- Ótimo, chame o Thaylor pra comparecer aqui também, dispensado!
Gabriel deu de ombros e caminhou até a porta, após sair da sala, quem estava esperando ali do lado era Rafael, caminhou pelo corredor para se encontrar com Heberth e lhe dar o aviso, se lembrou de lhe pregar uma peça como vingança do que ele fez quando foi chamado.
Mas sua mente estava confusa, afinal, uma "missão secreta"? Aquilo parecia uma brincadeira, mas o capitão e o comandante eram homens sérios, por isso nenhum cadete se arriscava contar piadas perto deles.
Gabriel entrou em seu quarto e Heberth estava digitando algo no computador.
- Hey, buddy... O Comandante quer te ver na sala dele... - Disse Gabriel.
- Aham, sei... - Respondeu Heberth sem nem menos olhar, não era tolo, como fizera o mesmo com Gabriel, ele queria se vingar.
- Tudo bem... Fica por conta sua agora.
Alguns segundos se passaram e Heberth finalmente cedeu.
- Droga! - Disse ele, caminhando em direção à porta, Gabriel riu.
Algumas horas se passaram, os cinco caças Gripen decolavam da base à noitinha, podia-se ver os últimos raios do Sol no horizonte, criando um ponto iluminado à oeste, no meio de toda a escuridão azul que tomava conta do céu.
Aquele era apenas um vôo de rotina, para vigiar as fronteiras da ilha, estava tudo calmo e quieto por ali, o único som que vinha era a da turbina dos caças.
- Seria ótimo se no painel tivesse algum aparelho de som pra ouvir música em missões tediosas como essa. - Disse Heberth.
- Desta vez eu concordo com você. - Respondeu o capitão.
- Rosie... - Disse Gabriel, de repente.
- Sim?
- Estou vendo algo... Olhe para o leste, perto da água, o que acha que é aquilo?
Uma luz brilhante parecia deslizar acima da água.
- Eu não sei, talvez um helicóptero?
- Chequem o radar. - Disse Rafael.
- Ele é muito pequeno... Se parece mais com um...
- Aqui é o capitão Gannon! Callsign Rumbler! Esquadrão Odin! Contato por radar! Repito, contato por radar!
A luz se tornou mais brilhante e parecia estar vindo na direção do esquadrão.
- É um míssel! Dispersem-se! - Gritou Rosie.
Os aviões desmancharam a formação e se separaram, cada um para uma direção diferente.
O míssel era diferente de qualquer um que eles conheciam, tinha um formato levemente quadrado e duas pequenas asas. Ele passou reto pelo esquadrão e continuou seguindo para o oeste.
Uma interferência atingiu o radar.
- ECM! - Gritou Rosie.
- De onde eles estão vindo?! - Perguntou Heberth.
- Eu não sei! - Respondeu Gabriel.
Outros três mísseis parecidos atravessaram o céu em direção ao oeste.
- Eles estão indo pra ilha! - Disse Rafael, olhando para o oeste e se lembrando onde ficava a base.
- Aqui é o capitão Rumbler! Esquadrão Odin! Hann Island está sob ataque! Eu repito, Hann Island está sob ataque! Emitam o alerta imediatamente!
Enquanto isso, na base, um som ensurdecedor começou à tocar acima da torre de controle, todos deixaram o que estavam fazendo e começaram à correr para preparar as aeronaves para decolagem e ir para seus postos de combate.
Do alto falante acima da torre, uma voz familiar gritava:
- Aqui é o comandante de Hann Island, Roark Rafferty! Estamos sob ataque! Eu repito, estamos sob ataque! Isto não é um exercício! Todos os oficiais para seus postos de combate, agora!
- O que nós vamos fazer?! - Perguntou Rosie.
Aproximadamente dezessete caças inimigos estavam se aproximando da ilha.
- Death Angel e Knight! Vão interceptar os mísseis! Sam e Fatale, me sigam! Vamos dar cobertura para os dois! - Ordenou o capitão.
- Sim, senhor! - Disse Rosie.
- Vamos derrubar alguns mísseis, buddy! - Disse Heberth para Gabriel.
- Pelo menos acabou o tédio... - Respondeu Gabriel, acelerando a potência das turbinas.
Os dois caças passaram lado a lado, velozmente em direção aos mísseis que voavam em direção à ilha, precisavam correr contra o tempo e encarar o risco, já que estavam tentando interceptar um novo e desconhecido tipo de arma do inimigo, mas ordens são ordens.
terça-feira, 15 de março de 2011
Fighting a War... Alone.
18 de Fevereiro de 2017, Walrus City, Narkóvia. 18:00
William estava observando o pôr-do-sol pela fresta entre a madeira na janela, todas as entradas visíveis da casa foram fechadas e pregadas com tábuas de madeira e pregos. O clima de tensão reinava naquela casa, a mulher não saía de perto de sua filha e estava o tempo todo com o revólver em mãos, até que a voz de William perguntar algo.
Um silêncio permaneceu durante alguns segundos, até a mulher responder a pergunta.
- Meu nome é Martha. - Disse, sem nem ao menos olhar para William.
- Martha, eu também não gosto disso, eu não quero fazer mal algum à ninguém, por favor, eu só posso pedir para confiar em mim...
- Confiar em você?! O seu país nos invadiu e destruiu nossa cidade! Todas as pessoas... Toda a vizinhança desapareceu! Vocês mataram todos?!
- Não... Não matamos ninguém, todos fugiram ou ainda estão em suas casas, o seu governo evacuou os civis de todo o litoral, então não se preocupe com eles, eles estão bem.
- Porque vocês começaram essa guerra? Não tem motivo algum pra isso!
- Senhora, por favor, entenda minha situação... Eu não sei de nada, eu sou apenas um soldado, eu recebi ordens de vir pra cá, eu também não queria isso.
Martha ficou em silêncio por alguns segundos, refletindo sobre o que o soldado acabara de falar. Para a surpresa dos dois, a garotinha saiu de perto da mãe e caminhou até o soldado e o abraçou.
- Sarah...! - Disse Martha, ainda temendo algo do homem.
William ficou paralisado e surpreso, começou a acariciar os cabelos da pequena menina, não sabia o porque a garota o abraçou assim e também não sabia o que fazer depois disso.
O momento é interrompido pelo som de turbinas acima da casa, o som fez tremer os objetos nas prateleiras por alguns segundos, assustando os três.
- O que foi isso?! - Perguntou Martha, assustada e abraçando a sua filha.
William caminhou até a janela e tentou ver o que estava acontecendo.
- Eles voltaram! - Disse William, subindo os degraus da escada, apressado.
- Quem voltou? - Perguntou Martha.
- A Força Aérea do seu país.
Martha parou por uns segundos enquanto William observava a paisagem pela janela do quarto de Martha, outra batalha aérea se iniciara nos céus de Walrus City.
- O que nós vamos fazer?! - Perguntou ela, assustada com os sons que vinham do lado de fora.
- Essa casa, tem algum porão ou abrigo?
- Si-sim...! Tem um no quintal, lá fora, nos fundos.
- Ótimo, vocês duas desçam até lá e fiquem lá.
- Mas e você?
- Vão logo, eu tenho que fazer uma coisa...
Martha e Sarah correram até o lado de fora e abriram a porta do porão, descendo as escadas e fechando a porta. William tinha visto um tanque boraviano passando na frente da casa, correu até a cozinha e pegou seu fuzil e sua pistola, e depois chegou à rua, o tanque estava atravessando uma ponte que cruzava um rio no bairro, William continuou correndo e ascenando para o tanque, um dos soldados viu William e gritou:
- Parem! Há um soldado nosso lá atrás!
O tanque parou de se locomover, estava na metade da ponte, o soldado do tanque desceu e caminhava agora em direção à William, mas os dois pararam quando ouviram um grito:
- ESTÃO VINDO!!!
William olhou para o horizonte e viu um míssel vindo na direção da ponte, um intenso clarão surgiu na sua frente, uma onda de calor atingiu seu rosto e um estrondoso som deixou William surdo por alguns segundos, o único som que restou foi um zumbido, o seu corpo foi jogado no chão pela força do impacto e ficou incosciente por alguns minutos.
Quando acordou, estava jogado no chão, coberto por pedras e metal retorcido, um pedaço de metal estava atravessado em seu uniforme, por isso sentia uma forte dor na perna direita, conseguiu se levantar e olhou em volta, a visibilidade era pouca, havia muita poeira e fumaça por todo lugar, começou à caminhar lentamente em qualquer direção, já que não sabia mais onde ficava a ponte e a casa de Martha.
Enquanto mancava pela rua, William pisou em algo que chamou a sua atenção, quando olhou para o chão para ver no que tinha pisado, viu o braço de alguém, manchando o asfalto de sangue, provavelmente pertencia ao soldado que viria ajudar William. Assustado, deu alguns passou para trás, até parar quando encostou-se num pedaço de concreto, só aí percebeu que não só o tanque, mas também a ponte tinha sido destruída.
Depois de caminhar pela rua tentando achar a casa onde estava Martha e sua filha, finalmente achou e entrou mancando, Martha o viu em um estado de choque, e antes que atingisse o chão, Martha o pegou, ele estava inconsciente e tinha um ferimento em sua testa que não parava de sangrar, e um pedaço de metal retorcido em sua perna direita, seu fuzil que estava em suas costas, sustentado pela bandoleira, estava completamente destruído, além de toda a poeira que cobria os seus cabelos.
- Deus!
- Mãe... - Disse a voz da menina, preocupada.
- Filha, vai lá em cima, no banheiro, e pega a maleta com os remédios pra mãe, vai...
A garotinha obedeceu e subiu as escadas apressada.
- Por que que você teve que sair? - Perguntava ela.
A batalha aérea continuava, mas desta vez as aeronaves voavam mais ao longe, acima do centro da cidade. Da casa onde os três estavam, apenas podia-se ouvir os sons das turbinas, que mais se pareciam como trovões distantes, os estrondos eram as explosões acima dos prédios, quando aviões explodiam e caíam nas ruas...
Mas ainda era só o começo da guerra.
